A decisão do governo federal de elevar de 27% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina representa um marco para o fortalecimento da matriz energética brasileira e para o avanço da economia de baixo carbono. A avaliação é do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), que considera a medida estratégica para ampliar a segurança energética do país, estimular investimentos e valorizar uma cadeia produtiva consolidada ao longo de mais de cinco décadas.
Segundo o presidente executivo do Sifaeg, André Rocha, o aumento da participação do biocombustível na gasolina reforça a capacidade do Brasil de utilizar seus próprios recursos energéticos, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados e gerando benefícios para a balança comercial brasileira.
“Estamos ampliando a presença de um combustível renovável, produzido no Brasil, dentro de outro combustível que possui maior custo e depende, em parte, de importações. Isso fortalece nossa soberania energética, gera renda no interior do país e cria um ambiente favorável para novos investimentos no setor”, afirma.
O dirigente destaca ainda que a medida traz ganhos ambientais importantes. O etanol é reconhecido internacionalmente por sua capacidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis, contribuindo para que o Brasil avance no cumprimento de suas metas climáticas.
Além dos benefícios ambientais, a ampliação da mistura deve gerar reflexos positivos para a economia. O setor sucroenergético e bioenergético está presente em centenas de municípios brasileiros, movimentando cadeias produtivas, criando empregos e promovendo o desenvolvimento regional.
Outro aspecto apontado pelo Sifaeg é a contribuição do etanol para a qualidade do combustível. O biocombustível aumenta a octanagem da gasolina e favorece uma combustão mais eficiente, resultando em melhor desempenho e menor emissão de poluentes.
Para André Rocha, a nova composição representa uma solução capaz de reunir ganhos econômicos, ambientais e energéticos. “É uma medida que beneficia o país em várias frentes ao mesmo tempo. Fortalece a produção nacional, reduz emissões, melhora a qualidade do combustível e amplia a participação de uma fonte renovável e competitiva na matriz de transportes brasileira”, conclui.
