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A SUSTENTABILIDADE DA AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA

Programa de Estágio BP Bunge Bioenergia 2021 oferece 124 vagas para universitários

Graduandos podem se inscrever até 16 de abril para atuar nas 11 unidades
agroindustriais e nas áreas administrativa e corporativa da companhia
São Paulo, março de 2021 – Estão abertas as inscrições para o Programa de
Estágio BP Bunge Bioenergia 2021. A iniciativa, voltada à formação de profissionais
que poderão iniciar atuação futura nos quadros de colaboradores como assistentes
ou analistas da companhia, é destinada a graduandos de diversas áreas de
formação, que tenham previsão de concluírem seus cursos entre julho de 2022 e
julho de 2023.
Como pré-requisitos para participarem do processo seletivo do Programa de Estágio
2021, os candidatos deverão:
● Possuir bons conhecimentos do Pacote Office;
● Cursar a graduação no período noturno para cumprir a carga horária do
estágio (6h ao dia, 30h semanais, com tempo hábil para deslocamento entre
a residência, a localidade onde atuará como estagiário e a universidade) ao
longo dos períodos da manhã e tarde; e
● Ter disponibilidade de residir na cidade ou próximo às localidades onde
atuarão.
“O objetivo principal é oferecer um programa de desenvolvimento de estudantes do
ensino superior que tenham interesse em conhecer e atuar no setor sucroenergético
para ocupar inicialmente posições como assistentes ou analistas nas nossas
operações das áreas da indústria, agrícola, administrativas e corporativas”, explica
Cesar Augusto Bresciani, diretor de Recursos Humanos da BP Bunge Bioenergia.
Os candidatos às 124 vagas para as 11 unidades agroindustriais presentes em 5
Estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins) e o
centro administrativo da companhia na cidade de São Paulo devem estar cursando
graduação em um dos seguintes cursos: Bacharelado em Química, Administração
de Empresas, Ciências Contábeis, Economia, Psicologia e Engenharias
Agronômica, Agrícola, Mecânica, Elétrica, Química, de Energia, de Produção, de
Alimentos, entre outras formações superiores afins.
“Oferecemos a todos os participantes do programa uma trilha de aprendizagem
bastante robusta para que os estagiários possam se desenvolver nos aspectos
técnicos e comportamentais, além de garantir uma imersão profunda no negócio da
BP Bunge Bioenergia”, afirma Cesar Augusto Bresciani.
“A empresa se compromete também a oferecer igualdade de oportunidades e
diversidade na seleção, buscando pessoas que se identifiquem com o trabalho
ligado ao campo, com as operações do setor de açúcar, etanol e bioenergia, com
nossos valores, com nossa cultura e que também estejam dispostas a atuar longe
dos grandes centros, já que é onde estão as nossas unidades agroindustriais”,
conclui o diretor de RH.
As inscrições vão até 16 de abril de 2021 e os estagiários aprovados no processo
seletivo iniciarão sua atuação no mês de maio deste ano. O Programa de
Desenvolvimento de Estagiários tem duração de um ano, podendo ser estendido por
mais um ano.
Para se inscrever, os interessados devem visitar o seguinte endereço eletrônico:
https://linktr.ee/estagiobpbunge .
A BP Bunge Bioenergia possui um centro corporativo na cidade de São Paulo e
suas 11 unidades agroindustriais estão localizadas nos municípios de Edéia e
Itumbiara, em Goiás; Frutal, Itapagipe, Ituiutaba e Santa Juliana, em Minas Gerais;
Orindiúva, Ouroeste e Pontes Gestal, em São Paulo; Pedro Afonso, no Tocantins; e
Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
Serviço
Programa de Estágio BP Bunge Bioenergia 2021
O que é: 124 vagas para graduandos (com perspectiva de conclusão de curso entre
julho de 2022 e julho de 2023).
Formação: nos cursos de Bacharelado em Química, Administração de Empresas,
Ciências Contábeis, Economia, Psicologia e Engenharias Agronômica, Agrícola,
Mecânica, Elétrica, Química, de Energia, de Produção, de Alimentos, entre outras
formações superiores afins.
Pré-requisitos: possuir bons conhecimentos do Pacote Office; cursar a graduação
no período noturno para cumprir a carga horária do estágio (6h ao dia, 30h
semanais, com tempo hábil para deslocamento entre a residência, a localidade onde
atuará como estagiário e a universidade) ao longo dos períodos da manhã e tarde; e
ter disponibilidade de residir na cidade ou próximo às localidades onde atuarão.
Prazo para inscrições: até 16 de abril de 2021.
Informações e inscrições: https://linktr.ee/estagiobpbunge .
Sobre a BP Bunge Bioenergia
A BP Bunge Bioenergia, empresa formada pela joint venture das operações de
açúcar e etanol da BP e da Bunge, está entre as líderes do mercado nacional de
biocombustíveis, açúcar e energia elétrica gerada a partir de biomassa. Presentes
nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins,
suas 11 unidades agroindustriais têm capacidade de moagem de 32 milhões de
toneladas de cana-de-açúcar por ano, a segunda maior do País. A empresa ainda é
responsável pela gestão de 450 mil hectares de terras dedicadas à produção de
cana-de-açúcar. Com cerca de 9 mil colaboradores, a BP Bunge Bioenergia está
focada em ser referência mundial na produção de energia sustentável. Mais
informações em www.bpbunge.com.br.

Atendimento à imprensa
InPress Porter Novelli
Carlos Brazil – carlos.brazil@inpresspni.com.br
11 4871-1454 | 11 99621-1317
Rodrigo Garcia – rodrigo.garcia@inpresspni.com.br
11 3323-1557 | 11 98999-0087

BP Bunge Bioenergia amplia em 185% áreas com fertirrigação localizada com vinhaça

Aproveitamento do subproduto do processamento da cana-de-açúcar passou a beneficiar cerca de 80 mil hectares em 2020

São Paulo, fevereiro de 2021 – Para aproveitar ao máximo e da melhor maneira todos os subprodutos gerados no processamento da cana-de-açúcar, e visando uma operação cada vez mais limpa e sustentável, a BP Bunge Bioenergia ampliou de 27,5 mil hectares para 78,4 mil hectares a área beneficiada pela fertirrigação localizada com vinhaça, um avanço de 185% entre 2019 e 2020.

Rica em nutrientes, com destaque para o potássio, a vinhaça é aproveitada na cultura da cana-de-açúcar permitindo a adubação orgânica das plantas, o que reduz ou até elimina a necessidade do uso de adubos químicos na lavoura. Além disso, seu uso permite o reaproveitamento da água que está em sua composição na irrigação das plantações, especialmente no período inicial de seu crescimento.

“Para obter esse resultado tão expressivo, de aumento de quase 200% de área atendida pela fertirrigação localizada com vinhaça, algo de destaque em todo o setor sucroenergético, a BP Bunge realizou investimentos significativos na sua estrutura de transporte da vinhaça entre as usinas e as lavouras. Também foi necessário investir em equipamentos e na gestão planejada da aplicação localizada”, explica Rogério Bremm, diretor Agrícola da BP Bunge Bioenergia.

A companhia tem o objetivo de reduzir por completo a dependência da adubação mineral de suas lavouras de cana-de-açúcar, adotando a adubação orgânica por vinhaça. Atualmente, três das 11 unidades da empresa estão próximas de atingir 100% de suas áreas próprias adubadas com o uso da vinhaça localizada. Mas a técnica é empregada em outras seis unidades da BP Bunge Bioenergia.

A empresa inclusive aprimorou o software usado para essa operação utilizando a tecnologia embarcada nas máquinas, como o GPS e piloto automático, que garantem maior controle e qualidade, por meio de uma aplicação mais assertiva nas dosagens para a correta nutrição do canavial.

Apenas duas unidades da companhia não utilizam vinhaça localizada, pois se dedicam à produção de etanol e, por isso, a vinhaça produzida tem uma concentração menor de potássio inviabilizando seu transporte para aplicação in natura. Nessas unidades, 100% da vinhaça é destinada para o sistema de fertirrigação convencional via aspersão, diluída em água.

Entre as vantagens geradas pela fertirrigação com vinhaça estão o ganho ambiental, pelo aproveitamento total de um subproduto do processamento da cana e pela substituição do uso de outros fertilizantes, o que acarreta ganhos econômicos, uma vez que dispensa ou reduz gastos com adubos químicos. Além disso, traz ganhos em produtividade já que a adubação orgânica líquida e localizada possui maior eficiência em relação aos produtos químicos, incrementando assim o TCH (tonelada de cana por hectare) nas áreas beneficiadas e impulsionando o crescimento mais rápido do canavial. Outro ganho está relacionado ao RenovaBio, com um aumento na geração de CBios (papéis previstos na Política Nacional para os Biocombustíveis, que preveem a captura de uma tonelada de CO² da atmosfera a cada unidade) devido ao uso da vinhaça, pois os cálculos levam em conta os menores impactos ambientais.

Além da fertirrigação localizada, a vinhaça é também aproveitada em unidades da BP Bunge Bioenergia diluída em água, em aplicações por aspersão. No total, 71 mil hectares de lavoura de cana-de-açúcar da companhia são beneficiados por esse processo. Ao final, entre fertirrigação localizada e aplicações de vinhaça por aspersão, cerca de 150 mil hectares são tratados e beneficiados com o subproduto nas lavouras próprias da empresa.


Sobre a BP Bunge Bioenergia

A BP Bunge Bioenergia, empresa formada pela joint venture das operações de açúcar e etanol da BP e da Bunge, está entre as líderes do mercado nacional de biocombustíveis, açúcar e energia elétrica gerada a partir de biomassa. Presentes nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, suas 11 unidades agroindustriais têm capacidade de moagem de 32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, a segunda maior do País. A empresa ainda é responsável pela gestão de 450 mil hectares de terras dedicadas à produção de cana-de-açúcar. Com cerca de 9 mil colaboradores, a BP Bunge Bioenergia está focada em ser referência mundial na produção de energia sustentável. Mais informações em www.bpbunge.com.br.

Atendimento à imprensa
InPress Porter Novelli
Carlos Brazil – carlos.brazil@inpresspni.com.br
11 4871-1454   |   11 99621-1317
Rodrigo Garcia – rodrigo.garcia@inpresspni.com.br
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Atvos cria programa para promover equidade de gênero

Empresa aprova Política de Diversidade e Inclusão, sensibiliza lideranças, adota novos processos de recrutamento e seleção e realiza capacitações exclusivas para mulheres
A Atvos, uma das maiores produtoras de bioenergia do País, estruturou um programa específico para ampliar a participação das mulheres em todas as áreas e níveis. Na primeira fase, a empresa concluiu um amplo mapeamento de mulheres com potencial para assumir posições de liderança em suas nove unidades agroindustriais. Com nove mil funcionários, as mulheres representam 15% do efetivo da Atvos, percentual acima dos 9,2% do setor, segundo Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
“Embora tenhamos uma porcentagem acima da média do setor, está abaixo do ideal. Por isso, desenvolvemos um plano com ações no curto, médio e longo prazo para criar um ambiente onde as mulheres encontrem oportunidade e possibilidade de permanência e crescimento, para que a meritocracia possa prevalecer”, reforça Silvana Sacramento, diretora de Pessoas da Atvos.
Na etapa de diagnóstico foram identificadas 60 mulheres com potencial para assumirem cargos de liderança. Essas profissionais integram um programa de aceleração que abrangerá cursos em conhecimentos técnicos específicos, workshops para desenvolvimento de habilidades comportamentais e mentoria.
Como parte do levantamento, também foram identificadas quase duzentas mulheres com potencial para se tornarem especialistas e serem promovidas em suas áreas. No início do ano, um treinamento exclusivo para mulheres formou 13 operadoras de trator. As participantes, identificadas no mapeamento, atualmente exercem outras funções na Atvos. “Com isso, quando as vagas surgirem, serão ocupadas internamente dando possibilidade de ascensão profissional para essas integrantes. O programa de Onboarding Operacional Agrícola já existia e havia formado 48 profissionais para operação de caminhões, tratores e colhedoras, porém, com pouca adesão das mulheres”, explica Silvana.
A empresa aprovou sua Política de Diversidade e Inclusão, reforçando o compromisso em respeitar e valorizar as diferenças em todas as suas dimensões – raça, etnia, gênero, condição física, entre outros. A alta liderança passará a ter metas para acompanhamento e avaliação.
Para sensibilizar e engajar a liderança sobre a importância da criação de um espaço diverso e inclusivo, cerca de 50 pessoas participaram de encontros sobre vieses inconsciente e como esses preconceitos e estereótipos interferem na gestão de equipes e carreiras.
Como forma de evitar a influência de vieses inconscientes em contratações e demissões, a empresa adota algumas medidas como análise por gênero dos desligamentos voluntários e involuntários, linguagem inclusiva no anúncio das vagas e avaliação de currículos sem identificação.
A atuação nas novas fronteiras agrícolas dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul traz um desafio adicional para a empresa que é formar profissionais em atividades sem tradição local. Para Silvana, o esforço é duplo nessas regiões. “Além dos obstáculos culturais, também há pouca mão-de-obra especializada para a agroindústria. Por isso, trabalhamos em duas frentes – familiarizar a comunidade em relação à atividade sucroenergética e trazer as mulheres para esta frente”.
A empresa formou 25 moradoras da comunidade para atividades na agroindústria em um programa de capacitação exclusivo para mulheres. Em 2019, a empresa reuniu mais de 1,5 mil pessoas em oito cidades para discutir a inserção das mulheres no mercado de trabalho, provocando a participação dos homens nesta agenda.
As iniciativas da Atvos estão alinhadas aos Princípios do Empoderamento Feminino da ONU Mulheres, aos quais a empresa aderiu em 2019, tendo como prioridade três frentes: liderança corporativa de alto nível para a igualdade de gênero; garantia de saúde, segurança e o bem-estar de todos os trabalhadores e trabalhadoras e promoção da educação, formação e desenvolvimento profissional das mulheres.

Sifaeg participa de evento sobre cenários da nova safra

Conferência da Datagro acontece 100% online

O presidente-executivo do Sifaeg e do Sifaçúcar e presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha está participando do evento DATAGRO ABERTURA DE SAFRA CANA, AÇÚCAR E ETANOL 2021/22. A conferência reúne, hoje, 10/03, e amanhã, autoridades, representantes de entidades do setor sucroenegético, produtores e fornecedores de cana-de-açúcar. Em pauta, novas tecnologias, RenovaBio e riscos e tendências da nova safra que se iniciará em abril em toda a região Centro-Sul.
Para o executivo goiano, a safra vindoura será muito desafiadora em função da pandemia que exige cuidados redobrados das usinas no que se refere à ações de prevenção. “Teremos ainda que acompanhar temas fundamentais para o setor como a reforma tributária e ainda fazer um esforço de comunicação para valorizar as externalidades positivas do etanol para a saúde pública e para o meio ambiente” afirma André Rocha.

Morre empresário Paulo Fernando Cavalcanti de Morais Ele foi um dos pioneiros do setor sucroenergético brasileiro

Paulo Fernando Cavalcanti de Morais, de 76 anos, morreu nesta terça-feira (09) à noite, em João Pessoa, na Paraíba, vítima de parada cardíaca. Ele era um dos mais importantes nomes do setor de produção de etanol e açúcar no Brasil.

 

O empresário era Diretor das usinas goianas CRV Industrial, Cooper-Rubi, Uruaçu Açúcar e Álcool e também da CRV Industrial – Unidade de Capinópolis, Minas, localizada em Minas Gerais e das Unidades Agroval e Japungu, localizadas na Paraíba.

 

Homem empreendedor

A história de vida do empresário Paulo Fernando Cavalcanti de Morais foi construída com muito trabalho e empreendedorismo. Uma trajetória iniciada em 1980, quando foi fundado o Grupo Japungu.

 

Na época, Paulo Fernando Cavalcanti de Morais, Luismar Melo e José Ivanildo Cavalcanti de Morais adquiriram a usina Japungu, na Paraíba.

Em 1996, fundaram a Agroval e, em 2001, começaram a atuar na região Centro-Sul, com a aquisição da CRV Industrial. A paixão pela cana-de-açúcar atravessa gerações da família de Paulo Fernando Cavalcanti de Morais, integrante da tradicional família Cavalcanti de Morais, que produz cana desde a época dos engenhos. Desde 1958, através do produtor José Ivanildo Cavalcanti de Morais, a família já administrava usinas canavieiras.

Ferramenta da BP Bunge Bioenergia, Stop Work mobiliza participação de colaboradores pela segurança na companhia

Ferramenta da BP Bunge Bioenergia, Stop Work mobiliza participação de colaboradores pela segurança na companhia.

Interrupções pontuais de atividades conduzidas por qualquer colaborador visam garantir ainda mais segurança às operações


      Uma das ferramentas do programa de redução de riscos da BP Bunge Bioenergia, o Stop Work já promoveu 6.200 interrupções pontuais de atividades desde a formação da companhia, em dezembro de 2019, até o início de fevereiro de 2021, sempre por iniciativa dos colaboradores de qualquer área ou função, que são estimulados pela própria empresa a interromperem atividades, caso observem possibilidade de risco para que a correção possa ser realizada e o trabalho seja realizado de maneira segura. “Estimular a responsabilidade e autoridade em segurança em todos os colaboradores é a filosofia do Stop Work. Qualquer colaborador da empresa que perceba que uma determinada atividade está sendo desenvolvida de maneira a colocar a integridade das pessoas ou do ambiente em risco está autorizado a paralisar essa atividade até que as correções sejam realizadas. E essa prática tem impactado de maneira importante na redução de acidentes”, explica Nadia Gama, diretora de HSSE da BP Bunge Bioenergia. Ações, como evitar alguém dirigir um veículo sem cinto de segurança, exigir o uso do EPI adequado, ou adotar barreiras e protocolos antes do início das atividades, mesmo que sejam de rotina, mas que foram criados para evitar acidentes, proteger vidas e garantir estabilidade às operações, são exemplos práticos de como funciona o Stop Work. O principal objetivo dessa ferramenta é engajar o colaborador na gestão da segurança da companhia. “Não queremos que nossos funcionários sejam agentes passivos, mas que liderem a realização do trabalho seguro. Estamos dando protagonismo a todos, envolvendo cada um na gestão da segurança, que é o nosso valor mais fundamental, porque falamos da vida de pessoas e entendemos isso como um fator essencial, que exige cuidado, e que está acima de tudo”, diz a diretora. O Stop Work é desenvolvido paralelamente aos programas de treinamento de segurança da companhia. Além disso, a BP Bunge promove outras ações internas de comunicação para conscientizar e informar como as pessoas podem identificar riscos e participar consciente e ativamente das condutas de cuidado com a segurança. A iniciativa é também estimulada pelo reconhecimento oferecido aos participantes. Mensalmente, duas ações de Stop Work são escolhidas como as melhores de cada uma das 11 unidades da BP Bunge Bioenergia. Ao final do ano, um grande prêmio  elege entre os indicados as melhores ações de Stop Work promovidas em todas as unidades da companhia 

 

Sobre a BP Bunge Bioenergia

A BP Bunge Bioenergia, empresa formada pela joint venture das operações de açúcar e etanol da BP e da Bunge, está entre as líderes do mercado nacional de biocombustíveis, açúcar e energia elétrica gerada a partir de biomassa. Presentes nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, suas 11 unidades agroindustriais têm capacidade de moagem de 32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, a segunda maior do País. A empresa ainda é responsável pela gestão de 450 mil hectares de terras dedicadas à produção de cana-de-açúcar. Com cerca de 9 mil colaboradores, a BP Bunge Bioenergia está focada em ser referência mundial na produção de energia sustentável. Mais informações em www.bpbunge.com.br.

Assessoria de imprensa Bp

Jalles Machado faz IPO no Novo Mercado da B3

A Jalles Machado (ticker JALL3), uma das principais produtoras de açúcar e etanol do Brasil, concluiu hoje (08) sua oferta pública inicial (IPO) na B3.
Transmitido ao vivo e atendendo às medidas de distanciamento social impostas pela pandemia, o evento contou com a participação do presidente da B3, Gilson Finkelsztain e do diretor-presidente da Jalles Machado, Otávio Lage de Siqueira Filho, conectados com os demais executivos da companhia e conselheiros de administração.

“Com o IPO, a Jalles Machado marca também a listagem de uma empresa do universo agro na B3. Nós queremos cada vez mais trazer o mundo rural para a bolsa e levar o setor financeiro para o campo. Sabemos da potência do agro brasileiro no mundo e a importância desse segmento para nossa economia”, comentou Gilson Finkelsztain, presidente da B3.

“É um orgulho acompanhar esse momento da Jalles Machado, dando passos largos para fazer o Brasil crescer e gerar empregos. Agradeço a B3 pelo trabalho que tem feito pelo crescimento do Brasil e do setor de agronegócio. Obrigado a todos que acreditaram e que acreditam na Jalles Machado, nossos acionistas, nossa diretoria, que liderou esse processo, e a todos os nossos colaboradores, o nosso maior patrimônio”, celebrou Otávio Lage de Siqueira Filho, diretor-presidente da Jalles Machado.

Com o IPO, a Jalles Machado torna-se a única companhia de capital privado do estado de Goiás listada na B3 e a quarta do setor sucroenergético.

A Oferta foi feita nos termos da ICVM 400 sob a coordenação da XP Investimentos (Coordenador Líder), do BTG Pactual, do Citi e do Santander (Coordenadores da Oferta).

Os recursos captados pela oferta da Jalles Machado serão utilizados pela companhia para investimentos no aumento da produção de cana-de-açúcar e expansão de plantas industriais.

Com a realização de seu IPO, a Jalles Machado passa a ser a 171ª empresa listada no Novo Mercado, segmento com os mais elevados padrões de governança corporativa. Assessoria de imprensa B3

Raízen assina acordo para integração das operações da Biosev

A Raízen, empresa integrada de energia e referência em biocombustíveis e bioeletricidade, assinou um acordo comercial para integração dos ativos da Biosev, subsidiária brasileira da Louis Dreyfus Holding, que contempla nove unidades produtoras estrategicamente localizadas (seis no Estado de São Paulo, duas no Mato Grosso do Sul e uma em Minas Gerais), representando uma capacidade instalada de moagem de até 32 milhões de toneladas de cana. A operação inclui também cogeração de energia, com capacidade de exportação de até 1.3 GWh de energia elétrica/ano, e uma área de 280 mil hectares de cana plantada.

Posicionada de forma competitiva no mercado, com eficiência operacional e disciplina financeira, a Raízen consolidou ao longo de seus 10 anos de existência um modelo integrado, que permite oferecer aos clientes soluções de energia para uma matriz energética cada vez mais limpa e renovável. A combinação com os ativos da Biosev está em linha com o propósito da companhia de liderar a transição energética, convergindo com a agenda global que se intensifica na direção de uma economia de baixo carbono. “Mais do que ampliar a produção de etanol, açúcar e bioenergia, esta é uma oportunidade de potencializar os negócios usando tecnologia para alavancar a produtividade e o aproveitamento da cana nas biorrefinarias, com possibilidade de expansão do nosso etanol de segunda geração e biogás”, contextualiza Ricardo Mussa, CEO da Raízen.

Em um cenário com perspectivas favoráveis, pautado pela tendência global de maior relevância das fontes renováveis, acelerada pela pandemia e alavancada por políticas públicas – como o Renovabio -, bem como de valorização do açúcar no mercado internacional impulsionado também por essa tendência, este movimento pode contribuir para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva do setor sucroenergético, solidificando parcerias e valorizando fornecedores. “Queremos crescer juntos e gerar valor compartilhado, consolidando também um time múltiplo e integrado, pautado sempre pela segurança, que é um valor inegociável para nós”, acrescenta Mussa.

A operação segue à risca os princípios de disciplina de capital e não impactará a alavancagem da Raízen, preservando o perfil de crédito da companhia, que hoje é “grau de investimento” pelas três maiores agências de rating globais. Importante ressaltar que algumas condições precedentes deverão ser atendidas e que o acordo deverá ser aprovado pelo CADE, ao qual já foi submetido para avaliação. Com a integração, a Raízen passaria a contar com um total de 35 unidades produtoras, totalizando uma capacidade instalada de 105 milhões de toneladas de cana e cerca de 1,3 milhão de hectares de área cultivada.
Sobre a transação
A negociação envolve troca de ações e pagamento em caixa, visto que os ativos da Biosev serão integrados já líquidos de dívida. Uma vez concluída a transação, a Biosev se tornará uma subsidiária da Raízen e seus atuais acionistas migrarão para uma holding que receberá uma participação minoritária na companhia sem direito a voto.

BP Bunge Bioenergia doa mudas para formação de bosques e restauração de áreas de preservação em Goiás

São Paulo, outubro de 2020

Colocando em prática ações de seu Plano de Gestão Ambiental, a BP Bunge Bioenergia está realizando neste mês de outubro a doação de milhares de mudas nativas para contribuir com a formação de bosques, a restauração de áreas de proteção permanente, a promoção de atividades de educação ambiental e a conscientização da população para o plantio de variedades de árvores em municípios próximos a suas duas unidades agroindustriais no Estado de Goiás.

No início do mês, a doação de mudas foi feita à Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto de Cachoeira Dourada, cidade vizinha a Itumbiara – onde fica uma das unidades agroindustriais da BP Bunge Bioenergia –, em apoio a projetos de educação ambiental na sequência das comemoração do Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, e também para o reflorestamento de área da futura Prainha da cidade.

Já no dia 5 de outubro, a empresa realizou doações de mudas às Secretarias de Meio Ambiente dos Municípios de Turvelândia, Porteirão e Edéia, este último onde está localizada a Unidade Tropical da BP Bunge.

“Nosso Plano de Gestão Ambiental prevê ações constantes e sistemáticas de colaboração com órgãos governamentais, entidades, parceiros e representantes das comunidades para contribuir com a criação de novos bolsões verdes, restauração de áreas de proteção e para a disseminação do conhecimento e educação ambiental. A ação conjunta entre empresas, governos, organizações e pessoas é certamente a melhor forma de alcançarmos bons resultados para cuidarmos cada vez melhor do meio ambiente”, afirma Nádia Gama, diretora de HSSE, da BP Bunge Bioenergia.

A companhia realizará, ainda neste mês de outubro, novas doações de mudas para a Secretaria de Meio Ambiente de Itumbiara, para a unidade da UEG – Universidade Estadual de Goiás naquele município, e para o Rotary Club daquela cidade.

Todas as mudas doadas são produzidas em viveiro próprio da BP Bunge Bioenergia, em sua Unidade Ituiutaba, em Minas Gerais. Entre as variedades oferecidas estão mudas de ipê-amarelo, pequizeiro, jacarandá, aroeira, jatobá-do-cerrado e goiabinha.

 

Sobre a BP Bunge Bioenergia

A BP Bunge Bioenergia, empresa formada pela joint venture das operações de açúcar e álcool da BP e da Bunge, está entre as líderes do mercado nacional de etanol, açúcar e energia elétrica gerada a partir de biomassa. Presentes nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, suas 11 unidades agroindustriais têm capacidade de moagem de 32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, a segunda maior do País. A empresa ainda é responsável pela gestão de 450 mil hectares de terras dedicadas à produção de cana-de-açúcar. Com mais de 9 mil colaboradores, a BP Bunge Bioenergia está focada em ser referência mundial na produção de energia sustentável. Mais informações em www.bpbunge.com.br.

Atvos amplia atuação no Pacto Global da ONU

Iniciativa global propõe soluções de sustentabilidade empresarial em mais de 160 países

Com o intuito de continuar a desenvolver soluções sustentáveis para o mundo, a Atvos, uma das maiores fornecedoras de etanol do país, está intensificando sua participação no Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas).  Agora, a empresa tornou-se membro do Conselho Orientador da Rede Brasil e passa a ter representantes em todas as sete frentes de atuação. A companhia também acaba de assumir a coordenação da Plataforma Agro Sustentável, grupo de trabalho que articula empresas, organizações do agronegócio e governos para promover sistemas produtivos eficientes e sustentáveis.

“Diante da relevância do Pacto Global em impulsionar boas práticas empresariais pelo mundo, reforçar o papel do agronegócio é fundamental. O setor sucroenergético pode contribuir e evoluir ainda mais com a experiência de outras cadeias produtivas”, explica Amaury Pekelman, diretor de sustentabilidade, relações governamentais e institucionais da Atvos e representante da companhia no Conselho Orientador da Rede Brasil do Pacto Global.

“Temos 10 anos de trabalho pela frente para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O comprometimento do setor empresarial é fundamental para cumprirmos a Agenda 2030. O Pacto Global dá as boas-vindas ao novo engajamento da Atvos e está com as portas abertas a outras empresas que desejam fortalecer a sua atuação ESG”, diz Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.

Como nova coordenadora da Plataforma Agro Sustentável, Mônica Alcântara, head de sustentabilidade da empresa, destaca a importância de estar à frente de públicos estratégicos de diferentes setores. “Com essa atuação, reforçamos o compromisso da Atvos em disseminar o modelo de produção e consumo sustentáveis, além de fortalecer o agronegócio como fundamental na construção de uma nova economia, mais verde, íntegra e inclusiva”, conclui Mônica.

Entre os desafios do grupo de trabalho Agro Sustentável, que reúne mais de 50 organizações do setor, está o de garantir a segurança alimentar no Brasil e no mundo. As atividades estão alinhadas com duas das metas definidas pela ONU para serem atingidas até 2030, os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. São eles: ‘Fome Zero e Agricultura Sustentável’ e ‘Consumo e Produção Responsáveis’.

Desde 2016, a Atvos integra a Rede Brasil do Pacto Global, a maior iniciativa de sustentabilidade empresarial do mundo. São mais de 9.500 empresas de 160 países mobilizadas em alinhar suas operações e estratégias a princípios pautados em direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção.

Mais informações sobre a Plataforma Agro Sustentável, no site do Pacto Global.

Atvos tem plano de recuperação judicial homologado e cria condições para retomar investimentos

Com redução de endividamento, empresa focará na expansão e renovação do canavial para atingir capacidade máxima de moagem

17 de agosto de 2020.

A Atvos, segunda maior produtora de etanol do país, teve seu plano de recuperação judicial homologado pela Justiça do Estado de São Paulo, abrangendo todas as unidades agroindustriais. Após a implantação das medidas previstas no plano, o endividamento total da empresa reduzirá em mais de 50%, diminuindo a alavancagem da empresa de 7,7 para 3,6 vezes o valor da dívida líquida em relação ao seu EBITDA.

“Com a reestruturação financeira, a Atvos se fortalece, com segurança jurídica, para executar seu plano de negócios focado na ampliação e renovação dos canaviais e no aumento da produtividade das unidades industriais. O crescimento da produção aumentará a geração de caixa e iniciaremos um novo ciclo de valorização da empresa”, destaca Juliana Baiardi, presidente da Atvos.

O plano de recuperação judicial prevê novos mecanismos que fortalecem ainda mais a governança da Atvos com a reinstalação de um Conselho de Administração composto por cinco conselheiros, sendo três independentes. Serão instituídos também quatro comitês de assessoramento ao Conselho que tratarão de temas específicos – Agrícola; Conformidade; Pessoas e Finanças, Investimentos e Auditoria. Serão também contratados assessores de fiscalização para monitoramento de indicadores operacionais e financeiros.

O Rendimento Total Corrigido (RTC) da Atvos, indicador utilizado pelo setor sucroenergético para avaliar o nível de eficiência das operações industriais, foi de 93,8% na safra 2019/2020. O custo caixa unitário da empresa é um dos melhores do setor, com 11,6 USD/lb, considerando 73% de ocupação, o que está abaixo da média nacional de 15,8 USD/lb que conta com ocupação média de 87%.

“Nossas plantas industriais são modernas e nossos custos fixos representam cerca de 50%. Por isso, o aumento de nossa produção, via ampliação e renovação do canavial, terá impactos positivos diretos no EBITDA da empresa. Prova de nossa eficiência é que mantivemos, na última safra, o nível de moagem na ordem de 27 milhões de toneladas de cana, mesmo com todas as restrições do período”, reforça Baiardi.

Com a homologação, são iniciados os cronogramas de pagamentos a credores, conforme condições previstas no plano de recuperação judicial.

Sobre a Atvos

A Atvos, segunda maior produtora de etanol do país, é uma empresa de bioenergia que produz etanol, açúcar VHP e energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Tem nove unidades agroindustriais, distribuída em cinco polos nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás e emprega mais de nove mil pessoas. Na safra 2019/2020 a Atvos moeu 26,9 milhões de toneladas de cana, produzindo 2 bilhões de litros de etanol (hidratado e anidro), além de 235 mil toneladas de açúcar VHP e da cogeração de 2,8 mil GWh de energia elétrica. Os indicadores financeiros, operacionais, ambientais, sociais e de governança do período foram divulgados de forma integrada e podem ser acessados no site da empresa.

Fonte: Assessoria de Imprensa Atvos

Usinas seguem com ações de prevenção

O setor sucroenergético goiano, que emprega cerca de 60 mil pessoas diretamente, e gera outros 250 mil empregos indiretos em toda cadeia produtiva, segue intensificando todos os cuidados e procedimentos de segurança e prevenção para evitar possíveis contágios e transmissões da Covid-19 junto aos seus colaboradores e fornecedores.
Dentre as medidas:
*São disponibilizados álcool a 70 % e máscaras para todos os profissionais, ao mesmo tempo em que eles recebem rotineiramente orientações sobre como evitar o contágio pelo novo coronavírus.
*O transporte dos colaboradores merece atenção especial, sendo que os ônibus são sanitizados diariamente, antes do embarque e após o uso.
*Os refeitórios das usinas também seguem a mesma logística de higienização. Diariamente é realizada a sanitização com hipoclorito de sódio em todos os ambientes.
*Qualquer trabalhador que apresente sintomas é imediatamente afastado de suas funções para acompanhamento médico e exames.
*Os profissionais que estão em grupos de risco foram temporariamente afastados do ambiente de trabalho nas usinas.

MANIFESTO A POLÍTICA NACIONAL DE BIOCOMBUSTÍVEIS COMO INSTRUMENTO DE DESCARBONIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICO-AMBIENTAL NA MATRIZ BRASILEIRA DE COMBUSTÍVEIS

Os representantes da academia, do poder legislativo, das associações de produtores rurais de biomassa energética e de produtores de biocombustíveis subscritores deste documento manifestam o seu integral apoio à efetiva regulamentação e implementação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), como instrumento de descarbonização da matriz brasileira de transporte.

Para o atendimento desses objetivos e, ainda, das diretrizes estabelecidas pelo Decreto nº 9.888/2019, é imperativa a definição de metas decenais de descarbonização que garantam, no curto, médio e longo prazos, o equilíbrio entre a oferta e a demanda por Créditos de Descarbonização (CBios) no mercado nacional, considerando os diferentes mecanismos de ajuste e compensação definidos na legislação e regulamentação vigentes.

Entre os citados mecanismos, estão a possibilidade de compensação de 15% das metas individuais de cada distribuidor de combustível no ano subsequente e a ausência de vencimento para os CBios, eliminando qualquer restrição para estoque de títulos ao longo dos anos.

Dessa forma, as autoridades, pesquisadores, acadêmicos, entidades e empresas aqui representadas recomendam que a eventual revisão das metas nacionais de descarbonização objeto da Consulta Pública MME Nº 94/2020 seja pautada pela busca de equilíbrio entre a oferta e demanda de CBios, mantendo a efetividade do RenovaBio, e não comprometendo o processo de implementação ora em curso. A introdução de conceitos não previstos nas regras existentes poderá comprometer a efetividade do programa, o atingimento dos objetivos estabelecidos na legislação em vigor e sua regulamentação.

A eventual alteração desproporcional e não justificada das metas compromete a previsibilidade do Programa e, por consequência, os investimentos necessários para a ampliação da produção nacional de biocombustíveis. A orientação clara sobre o papel da bioenergia na matriz brasileira no curto, médio e longo prazos é um atributo essencial para nortear ações estratégias e decisões empresariais na cadeia de produção e de comercialização de combustíveis no País.

Além da busca por regras claras e previsíveis, o RenovaBio inova no instrumento de valorização das externalidades positivas dos biocombustíveis ao propor uma precificação de carbono a partir de mecanismos de mercado. Essa dinâmica poderá ser fortemente prejudicada com a definição de metas que não retratem o potencial de oferta de CBios pelo setor produtivo.

O funcionamento adequado do sistema de precificação é essencial para a indução de maior eficiência energético-ambiental na produção e uso dos biocombustíveis. Esse é um elemento central do Programa, que o diferencia de outras iniciativas e estimula a busca constante da redução de intensidade de carbono pelos produtores. Sendo que a indução por maior eficiência energético-ambiental levará a um melhor aproveitamento do potencial gerador de energia, trazendo redução de custos e, portanto, de preços ao consumidor.

O RenovaBio cria uma agenda positiva que induz eficiência e valoriza os investimentos em tecnologia limpa, além de consolidar os biocombustíveis como um dos mais importantes vetores de desenvolvimento econômico, gerando empregos e renda distribuídos no interior do Brasil.

O Programa consolida a posição privilegiada do País, com vantagens competitivas e comparativas para expandir de maneira sustentável a produção e o uso dos biocombustíveis nos próximos anos.

É imprescindível que a definição das metas de redução de intensidade de carbono reflita essa condição. Nesse sentido, reiteramos o nosso apoio para que o salutar processo de discussão no Comitê RenovaBio continue a ser pautado por critérios técnicos, visando posicionar o Brasil na vanguarda de um movimento mundial irreversível, orientado pela economia de baixo carbono.

SIFAEG leva pleitos do setor ao governador de Goiás

O presidente-executivo do SIFAEG, André Rocha e o presidente da ADIAL, Otávio Lage de Siqueira, participaram de reunião virtual com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nesta segunda-feira. Os secretários da Indústria e Comércio, Economia e da Secretaria geral da Governadoria também participaram.

Em pauta, dois assuntos ligados ao setor sucroenergético em âmbito nacional, mas que o SIFAEG solicita apoio do governador, já que Goiás é protagonista neste segmento econômico, sendo o segundo maior produtor de cana-de-açúcar e de etanol do País.

Uma questão é a renovação da tarifa de importação de etanol dos Estados Unidos, no patamar de 20%, que neste momento é fundamental para os produtores diante da queda acentuada do consumo do combustível no Brasil. André lembrou que,  no caso do açúcar, não existe reciprocidade por parte do governo Trump porque não abre o mercado americano para o produto brasileiro. “Solicitamos apoio do governador a esse pleito para que ele faça gestões junto aos ministérios da Agricultura e da Economia para que essa taxa seja mantida”, disse o executivo.

O setor pediu ainda ajuda em relação ao avanço do Programa Renovabio, que inclusive foi aprovado com apoio dele quando era senador. “O passo agora para o avanço do Programa é a comercialização dos CBios (créditos de descarbonização) e isso passa pela taxação do Crédito, sendo que o setor defende que seja de 15% e o governo está exigindo 40%.”

Abasteça com etanol

Outro assunto tratado foi o Projeto de Lei de autoria do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira, que institui a Política Estadual “Na Hora de Abastecer, Escolha Etanol”. A matéria depende da sanção do governador Ronaldo Caiado. O objetivo é estimular o consumo do etanol para apoiar o setor sucroenergético que enfrenta dificuldades por causa da pandemia.

Investimentos

“Solicitamos ainda ao governador que ele sancione outro Projeto de Lei que estadualiza uma rodovia que liga Acreúna à Paraúna para que isso melhore as condições de trafego para as usinas da região”. Segundo André Rocha, com o asfaltamento dessa rodovia, a Usina Nova Gália pretende fazer investimentos superiores a R$ 130 milhões na ampliação de sua capacidade produtiva, gerando mais impostos, renda e empregos pra toda aquela região.

Outro assunto tratado na reunião com Ronaldo Caiado foi o ProGoiás, no que se refere ao veto que impede as empresas que têm o crédito outorgado do anidro a migrarem do Produzir para o novo Programa. A secretária da Economia, Cristiane Schmidt, disse que a questão será resolvida com alteração na Lei do Protege para que as empresas que sigam produzindo anidro não precisem migrar pra o ProGoiás, equalizando  assim o pagamento do Protege.

Denusa, associada ao Sifaeg, alcança excelência na produção agrícola.

 

A Denusa, Destilaria Nova União S/A, localizada em Jandaia, Goiás, tem alcançado resultados muitos positivos na área agrícola, sendo inclusive avaliada pela Benri (Biomass Energy Research Institute), uma entidade da DATAGRO Consultoria, com empresa de elevada eficiência na safra 2019/2020.

A usina gera mais de 1.500 empregos diretos, e tem dado grande contribuição para o desenvolvimento socioeconômico aos municípios de Jandaia, Indiara, Acreúna e região. A Denusa é uma das pioneiras destilarias de álcool do Estado de Goiás, com a primeira safra ocorrida no ano agrícola de 1982/83.

Pedro Barbosa, Gerente Agrícola da Denusa, falou ao Canal-Jornal da Bioenergia sobre os investimentos que vem sendo realizados pela empresa na área agrícola e que vem resultando em melhorias na produtividade. A opção pelo sistema de Mudas Pré-Brotadas está consolidada e deve avançar no plantio daqui pra frente.

1-Quais as razões que levaram a Denusa a adotar o sistema de MPB e quando foi que começou?

Inicialmente realizamos a produção de mudas (MPB) de cana-de-açúcar com a prioridade de melhorar a sanidade de nossos viveiros através do uso do tratamento térmico, diminuindo a carga bacteriana (Leifsonia xyli), agente causal do raquitismo da soqueira. Posteriormente, verificamos a necessidade de melhorar a seleção varietal dentro desses viveiros. A produção de “MPB” gera uma ótima seleção dentro da variedade que está sendo utilizada para a produção das mudas, unificando as variedades, melhorando a seleção das mais aptas e com maior vigor e sem deformidades fenotípicas. E por fim a taxa de multiplicação é muito superior ao plantio convencional (mecanizado). Iniciamos o processo de produção de “MPB” em meados de 2010.

2-Quanto por cento da área plantada é nesse sistema atualmente?

O período compreendido entre 2010 a 2019, plantávamos somente áreas para multiplicação de novas variedades e clones promissores chegando ao máximo de 1% de nossa área de plantio anual. A partir deste ano, planejamos realizar todo o nosso plantio (reforma) com o uso de MPB no plantio de linhas-mãe para o sistema de meiose. Temos hoje estrutura para a produção de 4.000.000 de mudas, alcançando uma área de 400 hectares. É certo que a utilização de mudas sadias e selecionadas por um viveirista capacitado, irá contribuir para o desenvolvimento tanto nos fatores inerentes à produção em TCH quanto ao TAH.

3- Essa tecnologia tem gerado maior qualidade fitossanitária?

Sim, porem, somente quando produzidas por viveiristas/produtores independentes capacitados e certificados para esta produção.

4-Foi necessária a adaptação de equipamentos de irrigação para viabilizar o plantio de MPB nos períodos do ano nos quais há déficit hídrico? Como isso foi viabilizado?

Não, trabalhamos com os equipamentos destinados à irrigação convencional por aspersão ou utilizando os equipamentos para aplicação e vinhaça localizada. Na primeira opção fazemos a irrigação da área total através dos aspersores e na segunda opção realizamos a irrigação localizada logo após o plantio.

5-Os custos de plantio para usina com esse sistema devem ser maiores do que com o sistema convencional?

Como o consumo de mudas de cana é bem menor em relação ao plantio convencional, podemos afirmar que os custos finais do plantio de MPB serão menores.    O uso de mudas pré-brotadas (MPB) é uma inovação para o setor que deve ser utilizada com critérios técnicos bem estabelecidos. Por se tratar de uma planta já em desenvolvimento vegetativo, requer cuidados iniciais dentro do próprio viveiro (sanidade, controle de patógenos, seleção varietal e escolha de um substrato adequado) bem como vários cuidados pós-plantio que vão desde a nutrição adequada até um controle satisfatório de plantas daninhas.

Fonte: Canal-Jornal da Bioenergia

Atvos mantém produtividade na safra 2019/2020

Empresa atinge recorde histórico de ATR e avança com estratégia de ampliar participação de fornecedores de cana

A Atvos, entre as maiores produtoras de etanol do Brasil, encerra a safra 2019/2020 com uma moagem total de 26,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um crescimento de 1% em comparação com o ciclo de 2018/2019. A empresa produziu 2,14 bilhões de litros de etanol (hidratado e anidro), além de 235 mil toneladas de açúcar VHP e da cogeração de 2,8 mil GWh de energia elétrica a partir da biomassa.

O teor médio de ATR (Açúcar Total Recuperável) registrado no período obteve o melhor resultado histórico da empresa de 133,8 kg/hectare, superando o indicador anterior em 2%.

“Essa marca é resultado de melhorias no manejo varietal e no uso intensivo de maturadores em mais de 100 mil hectares. Manter o nível de produtividade da safra anterior foi outra importante conquista”, explica Celso Ferreira, diretor de operações e engenharia da Atvos.

A empresa abrange um total de 498 mil hectares de canavial. Em 2019/2020, foram plantados 67 mil hectares (considerando plantio próprio e realizado por fornecedores), uma diminuição de 7,6% em comparação à safra passada, decorrente principalmente das restrições de caixa. Dessa área plantada, 92% foram voltados à renovação, fundamental para a empresa atingir sua maturidade operacional.

O plantio de fornecedores alcançou 32,1 kha, um crescimento de 13%. Os fornecedores de cana foram responsáveis por 34% da matéria-prima processada, superando a participação anterior de 30%. Esse aumento é resultado de uma maior transferência de área a fornecedores, que foi 17% acima da safra 2018/2019.

O RTC (Recuperado Total Corrigido) manteve-se na ordem de 94%, refletindo as melhorias realizadas na entressafra, em especial na extração, fermentação e na continuidade operacional.

A Atvos projeta moer cerca de 26,9 milhões de toneladas de cana nessa nova safra, o suficiente para produzir 1,9 bilhão de litros de etanol e 447 mil de toneladas de açúcar. No período, a empresa deve investir R$ 350 milhões em renovação e expansão de canaviais, equipamentos agrícolas e aprimoramentos industriais.

“Com a aprovação do plano de recuperação judicial, esperamos concluir nossa reestruturação financeira e iniciar um novo ciclo de investimentos que prevê cerca de R$ 1,1 bilhão de recursos por safra para as áreas agrícola e industrial e, assim, buscarmos alcançar nossa capacidade máxima de operação”, reforça Alexandre Perazzo, diretor financeiro da empresa.

Campanha “Abasteça com Etanol” une entidades do setor.

O SIFAEG tem sempre atuado com muita firmeza no sentido de defender a cadeia produtiva do setor sucroenergético. Afinal, em todo o Brasil são milhões de empregos gerados pelas usinas. Só em Goiás são cerca de 70 mil diretos e cerca de 300 mil indiretos. Além disso, o setor é a principal fonte arrecadadora de impostos e geradora de riquezas e divisas para milhares de municípios. Diante de um momento de crise por causa da pandemia do novo coronavírus, as entidades que representam o setor trabalham para tentar amenizar esse cenário de dificuldades. A campanha ABASTEÇA COM ETANOL é uma iniciativa que mostra como as pessoas podem contribuir. O objetivo é chamar a atenção para as vantagens que o consumidor tem ao optar pelo combustível, que é limpo e renovável e sustenta um estratégico setor da economia brasileira.

Fórum Nacional Sucroenergético pede rápidas medidas de auxílio.

Setor espera que medidas de auxílio do governo sejam anunciadas o mais rápido possível
O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético (FNS), André Rocha, avalia que a crise no setor, provocada pela pandemia de coronavírus, é a maior desde a criação do Programa Nacional do Álcool (Próalcool). Ao Broadcast Agro, ele afirmou que a expectativa é de que o anúncio de medidas de auxílio pelo governo ocorra o mais rápido possível. A implementação das solicitações representaria um importante sinal de que as autoridades estão atentas aos problemas na cadeia sucroalcooleira e levaria um sentimento de maior segurança para os produtores, afirma Rocha. “As usinas precisam de fôlego e de capital de giro. Estamos todos aguardando essas medidas, menos a cana, que precisa ser processada com urgência”.

As principais solicitações dos produtores envolvem três medidas que, segundo Rocha, precisam ser vistas como complementares para que os efeitos da crise sejam minimizados. A linha de financiamento para estocagem pode possibilitar que os produtores aumentem os limites de armazenamento de etanol por pelo menos três meses, quando é esperada uma retomada na demanda e, consequentemente, nas vendas. O aumento da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), incidente sobre a gasolina, pode melhorar a competitividade relativa do biocombustível, apesar do prazo mais longo para entrar em vigor. Já a redução ou isenção do PIS/Cofins sobre o etanol é a solicitação que começaria a valer em um prazo mais curto e poderia acalmar o setor, de acordo com Rocha. “O anúncio de que o governo está olhando para a cana já foi positivo, mas a implementação de qualquer dessas medidas vai dar um horizonte para as usinas”.

A queda de mais de 50% na demanda por combustíveis derrubou os preços do etanol para abaixo dos custos de produção e vem prejudicando especialmente as usinas da Região Centro-Oeste, onde o mix sucroalcooleiro é mais voltado para a produção do biocombustível e alguns produtores nem fabricam o adoçante. Lá, muitas usinas entraram na crise já em recuperação judicial, com endividamentos anteriores, e a distância dos portos não torna viável uma migração expressiva do mix para mais açucareiro, segundo Rocha.

Para o presidente da entidade, a maior preocupação é a coincidência da crise com o início da safra 2020/21 de cana-de-açúcar. O período costuma ser de acerto dos gastos com o plantio e preparações para a safra, já que as vendas na entressafra são mais fracas. “Vendíamos cerca de 2 bilhões de litros de etanol por mês, mas agora não vamos conseguir vender nem 1 bilhão. Por outro lado, a cana está pronta e, depois de colhida, temos apenas 48h para processar”, afirmou ao Broadcast Agro. Fonte: Broadcast Agro – 29/03

BP Bunge Bioenergia, associada ao Sifaeg, adotou medidas de enfrentamento ao coronavírus.

Com operações industrias e agrícolas distribuídas em 5 estados, SP, MG, GO, MS e TO, a BP Bunge Bioenergia associada ao Sifaeg, adotou um conjunto de medidas de enfrentamento ao coronavírus, reafirmando seu compromisso com a segurança e saúde dos profissionais e suas famílias e população.

A rotina dos trabalhadores foi reorganizada com novos procedimentos. Foram canceladas viagens aéreas e terrestres, reuniões, treinamentos presenciais, eventos e visitas. Os colaboradores adotaram um novo hábito – a distância social – que indica manter 2 metros de distância uma pessoa da outra, além de serem orientados a evitarem a aglomeração de pessoas, com espaçamento em refeitórios, ônibus e áreas de descanso.

A empresa adotou protocolos ainda mais rígidos de higienização em suas dependências, frotas de operação e transporte, além de equipamentos com água sanitária e álcool 70, antisséptico, para desinfecção de superfícies, produzido internamente e distribuiu álcool gel em diversos pontos dos locais.

A empresa disponibilizou para os colaboradores contato direto com a equipe médica para esclarecimento de dúvidas ou notificação de sintomas gripais leves e também vem realizando uma intensa campanha de conscientização e orientações para prevenção e vigilância do coronavírus.

A BP Bunge Bioenergia também destinou parte da produção e mobilizou as equipes para realizar o processo de diluição de álcool líquido a 70%, que gera produto antisséptico, próprio para desinfecção e higienização de superfícies, para realizar doações ao Sistema Único de Saúde, conforme elegibilidade determinada pela Anvisa.

 

Comunicado sobre doação de álcool 70%.

 

 

O SIFAEG informa que a doação de álcool 70% feita por suas empresas associadas está sendo encaminhada para o governo de Goiás e para as prefeituras onde estão instaladas as usinas. A distribuição não é feita pelo Sindicato. Estado e prefeituras é que estão repassando o produto para hospitais, asilos e presídios.

 

Sifaeg na luta contra o coronavírus

O Sindicato da Indústria e Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) está a frente de uma grande esforço para ajudar o Governo do Estado de Goiás a mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Neste sentido firmou uma parceria com o governo para que empresas associadas ao Sindicato possam atender a um apelo pessoal do governador Ronaldo Caiado (DEM), para disponibilizar a produção do álcool líquido 70%. O governo precisa higienizar hospitais públicos, asilos, presídios, unidades socioeducativas e tem uma demanda estimada em cerca de 100 mil litros.

As usinas já estão fazendo essa distribuição do álcool líquido 70% para as prefeituras dos municípios onde elas estão instaladas. Na entressafra existe a dificuldade de matéria prima para o produto. Mesmo assim as unidades estão transformando o etanol hidratado e o anidro que ainda possuem em estoque para atender o governo estadual e prefeituras neste momento grave para toda sociedade.

Doação de álcool em Indiara/GO

A Denusa Destilaria Nova União S/A, vem atuando fortemente em parceria com o Governo do Estado de Goias e Municipal, doando álcool 70°, para que de forma preventiva, os órgãos possam melhorar ainda mais a higiene dos ambientes hospitalares. Veja a entrega de álcool 70° no Hospital Municipal de Indiara.

Cana transgênica

O Brasil já tem aprovadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), duas variedades genéticamente modificadas, ambas desenvolvidas pela Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) que são resistentes à broca, a Diatraea saccharalis. Segundo especialistas, as perdas causadas por essa praga podem chegar a R$ 5 bilhões por ano, devido a perdas de produtividade agrícola e industrial, qualidade do açúcar e custos com inseticidas.
Tanto a CTC9001BT como a CTC20BT são resistentes à broca, mas têm características distintas. A CTC20BT é principalmente plantada em ambientes favoráveis, com solos bons e com maior incidência de chuva, enquanto a CTC9001BT é indicada para ambientes com solos mais restritivos. Além disso, a CTC20BT é normalmente colhida no meio da safra, enquanto a colheita da CTC9001BT normalmente se realiza no início da safra.
As duas variedades de cana GM disponíveis no momento estão em fase de multiplicação em mais 100 usinas e fornecedores do Centro-Sul do Brasil. No futuro poderão produzir os mesmos produtos que as variedades de cana convencionais.
Mas, o CTC não para com as pesquisas e o desenvolvimento de novas variedades geneticamente modificadas. Atualmente o Centro está trabalhando na expansão de seu portfólio de variedades resistentes à broca, é uma segunda geração de variedades. “Ao mesmo tempo já começamos os trabalhos para criar variedades resistentes não apenas à broca, mas também tolerantes a herbicidas, como o glifosato e ao bicudo (Sphenophorus levis)”, explica Viler Janeiro, diretor de Assuntos Corporativos do CTC.
Em resumo, a primeira geração da cana geneticamente modificada foi adicionada a característica de resistência a broca nas variedades de cana convencionais. Essas já estão no mercado. Já a segunda geração, além da resistência a broca, a cana será também tolerante a herbicida. Serão entre oito a dez variedades. E na terceira geração, o CTC adicionou a característica de resistência ao Sphenophorus, isso é, o bicudo, gera um prejuízo de até 30 toneladas de cana por hectare e é segunda maior praga que atinge os canaviais.
O bicudo provoca R$ 4 bilhões de prejuízo por safra e, muitas usinas têm mais receio dele do que da broca. Essa praga causa danos sérios à lavoura e é de difícil controle e tem ritmo acelerado de dispersão pelos canaviais.
“Por enquanto, o que podemos dizer é que os estudos estão bem avançados”, pontua Janeiro. Ele complementa que as variedades de segunda geração devem ser submetidas para aprovação comercial da CTNBio nos próximos anos.

Mercado
Não apenas de aprovações em solo nacional as novas variedades necessitam. Atualmente o Brasil exporta açúcar para cerca de 150 países. Com isso, os órgãos internacionais precisam aceitar, por exemplo, o açúcar fabricado a partir da cana geneticamente modificada.
Em agosto de 2018, a FDA (Food and Drug Administration), agência americana de fiscalização e regulamentação de alimentos e remédios, findou que o açúcar produzido a partir da cana brasileira geneticamente modificada é seguro para o consumo, assim como o obtido a partir de variedades convencionais. A Health Canada também aprovou o uso do açúcar oriundo da cana transgênica desenvolvida pelo CTC.
O CTC não é o único desenvolvedor de cana-de-açúcar geneticamente modificada. A Embrapa Agroenergia também realiza estudos. Atualmente entidade desenvolve uma variedade tolerante ao déficit hídrico; outra de tolerância da cana ao alumínio; uma terceira com modificação da parede celular para etanol 2G e uma variedade de controle biológico da broca-da-cana. Mas para agilizar e fugir da burocracia, a entidade desenvolve pesquisas de edição gênica, no qual as novas variedades ganham características, mas não são consideradas transgênicas.

 

 

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) entra em vigor no próximo dia 24

Com a entrada em vigor do RenovaBio dia 24/11/2019, a expectativa é que o Programa venha a demandar nos próximos 10 anos um aumento de quase 100% na produção de etanol no Brasil. O RenovaBio tem como objetivo reduzir as emissões de carbono da matriz de transportes por meio do aumento da participação de biocombustíveis.

 

Usina goiana recebe certificação internacional

A Cooper-Rubi recebeu a certificação internacional Bonsucro. A auditoria foi realizada entre os dias 19 e 22 de agosto e avaliou de forma geral seis princípios: atendimento às leis, respeito aos direitos humanos, eficiência energética, ecossistema, melhoria contínua e aos requisitos de atuação da União Europeia.

Durante um ano, a empresa se preparou para a auditoria, visando a melhoria em suas práticas e desempenho de toda sua performance. Foram avaliadas as áreas agrícolas e industriais. Os principais indicadores de produção são: o consumo de energia e água e a emissão de gases de efeito estufa.  Já o cumprimento dos direitos trabalhistas, segurança, saúde, alimentação e transporte foram os critérios humanos avaliados.

Atuar com responsabilidade é a prioridade da empresa que celebra essa nova conquista. Para a responsável pela gestão de certificação da Cooper-Rubi, Edna Almada, “a sustentabilidade está incluída em todos os processos de produção. Com isso, garantimos a melhoria constante da empresa nos fatores sociais, econômicos e ambientais”.

Certificação

A Bonsucro é uma associação de produtores de cana-de-açúcar e processadores secundários, preocupados com a sustentabilidade. A organização internacional atua para assegurar um futuro social e ambientalmente correto.

A avaliação é um desdobramento da certificação Better Sugarcane Initiative, um grupo que se preocupa com os impactos socioambientais da produção da cana-de-açúcar. O principal objetivo é garantir que os processos sejam sustentáveis e com responsabilidade social.

O certificado é uma ferramenta importante que visa medir a transformação social, econômica e ambiental promovida por indústrias sucroenergéticas, ele é composto por indicadores que atendem seis cumprimentos: legislação local, biodiversidade e impacto ao ecossistema, direitos humanos, produção, melhoria contínua dos processos e atendimento aos requisitos da união europeia.

Safra: Alta na produção de etanol e queda expressiva na fabricação de açúcar

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas e destilarias do Centro-Sul totalizou 40,90 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de julho de 2019. Esse resultado é 9,53% inferior aquele observado na mesma quinzena da safra 2018/2019, quando foram moídas 45,21 milhões de toneladas. “As condições climáticas observadas nessa primeira quinzena dificultaram a operacionalização da colheita em muitas regiões, prejudicando o processamento”, explica Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA.