Timeline

A SUSTENTABILIDADE DA AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA

Denusa associada ao Sifaeg, alcança excelência na produção agrícola.

 

A Denusa, Destilaria Nova União S/A, localizada em Jandaia, Goiás, tem alcançado resultados muitos positivos na área agrícola, sendo inclusive avaliada pela Benri (Biomass Energy Research Institute), uma entidade da DATAGRO Consultoria, com empresa de elevada eficiência na safra 2019/2020.

A usina gera mais de 1.500 empregos diretos, e tem dado grande contribuição para o desenvolvimento socioeconômico aos municípios de Jandaia, Indiara, Acreúna e região. A Denusa é uma das pioneiras destilarias de álcool do Estado de Goiás, com a primeira safra ocorrida no ano agrícola de 1982/83.

Pedro Barbosa, Gerente Agrícola da Denusa, falou ao Canal-Jornal da Bioenergia sobre os investimentos que vem sendo realizados pela empresa na área agrícola e que vem resultando em melhorias na produtividade. A opção pelo sistema de Mudas Pré-Brotadas está consolidada e deve avançar no plantio daqui pra frente.

1-Quais as razões que levaram a Denusa a adotar o sistema de MPB e quando foi que começou?

Inicialmente realizamos a produção de mudas (MPB) de cana-de-açúcar com a prioridade de melhorar a sanidade de nossos viveiros através do uso do tratamento térmico, diminuindo a carga bacteriana (Leifsonia xyli), agente causal do raquitismo da soqueira. Posteriormente, verificamos a necessidade de melhorar a seleção varietal dentro desses viveiros. A produção de “MPB” gera uma ótima seleção dentro da variedade que está sendo utilizada para a produção das mudas, unificando as variedades, melhorando a seleção das mais aptas e com maior vigor e sem deformidades fenotípicas. E por fim a taxa de multiplicação é muito superior ao plantio convencional (mecanizado). Iniciamos o processo de produção de “MPB” em meados de 2010.

2-Quanto por cento da área plantada é nesse sistema atualmente?

O período compreendido entre 2010 a 2019, plantávamos somente áreas para multiplicação de novas variedades e clones promissores chegando ao máximo de 1% de nossa área de plantio anual. A partir deste ano, planejamos realizar todo o nosso plantio (reforma) com o uso de MPB no plantio de linhas-mãe para o sistema de meiose. Temos hoje estrutura para a produção de 4.000.000 de mudas, alcançando uma área de 400 hectares. É certo que a utilização de mudas sadias e selecionadas por um viveirista capacitado, irá contribuir para o desenvolvimento tanto nos fatores inerentes à produção em TCH quanto ao TAH.

3- Essa tecnologia tem gerado maior qualidade fitossanitária?

Sim, porem, somente quando produzidas por viveiristas/produtores independentes capacitados e certificados para esta produção.

4-Foi necessária a adaptação de equipamentos de irrigação para viabilizar o plantio de MPB nos períodos do ano nos quais há déficit hídrico? Como isso foi viabilizado?

Não, trabalhamos com os equipamentos destinados à irrigação convencional por aspersão ou utilizando os equipamentos para aplicação e vinhaça localizada. Na primeira opção fazemos a irrigação da área total através dos aspersores e na segunda opção realizamos a irrigação localizada logo após o plantio.

5-Os custos de plantio para usina com esse sistema devem ser maiores do que com o sistema convencional?

Como o consumo de mudas de cana é bem menor em relação ao plantio convencional, podemos afirmar que os custos finais do plantio de MPB serão menores.    O uso de mudas pré-brotadas (MPB) é uma inovação para o setor que deve ser utilizada com critérios técnicos bem estabelecidos. Por se tratar de uma planta já em desenvolvimento vegetativo, requer cuidados iniciais dentro do próprio viveiro (sanidade, controle de patógenos, seleção varietal e escolha de um substrato adequado) bem como vários cuidados pós-plantio que vão desde a nutrição adequada até um controle satisfatório de plantas daninhas.

Fonte: Canal-Jornal da Bioenergia

Atvos mantém produtividade na safra 2019/2020

Empresa atinge recorde histórico de ATR e avança com estratégia de ampliar participação de fornecedores de cana

A Atvos, entre as maiores produtoras de etanol do Brasil, encerra a safra 2019/2020 com uma moagem total de 26,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um crescimento de 1% em comparação com o ciclo de 2018/2019. A empresa produziu 2,14 bilhões de litros de etanol (hidratado e anidro), além de 235 mil toneladas de açúcar VHP e da cogeração de 2,8 mil GWh de energia elétrica a partir da biomassa.

O teor médio de ATR (Açúcar Total Recuperável) registrado no período obteve o melhor resultado histórico da empresa de 133,8 kg/hectare, superando o indicador anterior em 2%.

“Essa marca é resultado de melhorias no manejo varietal e no uso intensivo de maturadores em mais de 100 mil hectares. Manter o nível de produtividade da safra anterior foi outra importante conquista”, explica Celso Ferreira, diretor de operações e engenharia da Atvos.

A empresa abrange um total de 498 mil hectares de canavial. Em 2019/2020, foram plantados 67 mil hectares (considerando plantio próprio e realizado por fornecedores), uma diminuição de 7,6% em comparação à safra passada, decorrente principalmente das restrições de caixa. Dessa área plantada, 92% foram voltados à renovação, fundamental para a empresa atingir sua maturidade operacional.

O plantio de fornecedores alcançou 32,1 kha, um crescimento de 13%. Os fornecedores de cana foram responsáveis por 34% da matéria-prima processada, superando a participação anterior de 30%. Esse aumento é resultado de uma maior transferência de área a fornecedores, que foi 17% acima da safra 2018/2019.

O RTC (Recuperado Total Corrigido) manteve-se na ordem de 94%, refletindo as melhorias realizadas na entressafra, em especial na extração, fermentação e na continuidade operacional.

A Atvos projeta moer cerca de 26,9 milhões de toneladas de cana nessa nova safra, o suficiente para produzir 1,9 bilhão de litros de etanol e 447 mil de toneladas de açúcar. No período, a empresa deve investir R$ 350 milhões em renovação e expansão de canaviais, equipamentos agrícolas e aprimoramentos industriais.

“Com a aprovação do plano de recuperação judicial, esperamos concluir nossa reestruturação financeira e iniciar um novo ciclo de investimentos que prevê cerca de R$ 1,1 bilhão de recursos por safra para as áreas agrícola e industrial e, assim, buscarmos alcançar nossa capacidade máxima de operação”, reforça Alexandre Perazzo, diretor financeiro da empresa.

Campanha “Abasteça com Etanol” une entidades do setor.

O SIFAEG tem sempre atuado com muita firmeza no sentido de defender a cadeia produtiva do setor sucroenergético. Afinal, em todo o Brasil são milhões de empregos gerados pelas usinas. Só em Goiás são cerca de 70 mil diretos e cerca de 300 mil indiretos. Além disso, o setor é a principal fonte arrecadadora de impostos e geradora de riquezas e divisas para milhares de municípios. Diante de um momento de crise por causa da pandemia do novo coronavírus, as entidades que representam o setor trabalham para tentar amenizar esse cenário de dificuldades. A campanha ABASTEÇA COM ETANOL é uma iniciativa que mostra como as pessoas podem contribuir. O objetivo é chamar a atenção para as vantagens que o consumidor tem ao optar pelo combustível, que é limpo e renovável e sustenta um estratégico setor da economia brasileira.

Fórum Nacional Sucroenergético, pede rápidas medidas de auxílio.

Setor espera que medidas de auxílio do governo sejam anunciadas o mais rápido possível
O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético (FNS), André Rocha, avalia que a crise no setor, provocada pela pandemia de coronavírus, é a maior desde a criação do Programa Nacional do Álcool (Próalcool). Ao Broadcast Agro, ele afirmou que a expectativa é de que o anúncio de medidas de auxílio pelo governo ocorra o mais rápido possível. A implementação das solicitações representaria um importante sinal de que as autoridades estão atentas aos problemas na cadeia sucroalcooleira e levaria um sentimento de maior segurança para os produtores, afirma Rocha. “As usinas precisam de fôlego e de capital de giro. Estamos todos aguardando essas medidas, menos a cana, que precisa ser processada com urgência”.

As principais solicitações dos produtores envolvem três medidas que, segundo Rocha, precisam ser vistas como complementares para que os efeitos da crise sejam minimizados. A linha de financiamento para estocagem pode possibilitar que os produtores aumentem os limites de armazenamento de etanol por pelo menos três meses, quando é esperada uma retomada na demanda e, consequentemente, nas vendas. O aumento da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), incidente sobre a gasolina, pode melhorar a competitividade relativa do biocombustível, apesar do prazo mais longo para entrar em vigor. Já a redução ou isenção do PIS/Cofins sobre o etanol é a solicitação que começaria a valer em um prazo mais curto e poderia acalmar o setor, de acordo com Rocha. “O anúncio de que o governo está olhando para a cana já foi positivo, mas a implementação de qualquer dessas medidas vai dar um horizonte para as usinas”.

A queda de mais de 50% na demanda por combustíveis derrubou os preços do etanol para abaixo dos custos de produção e vem prejudicando especialmente as usinas da Região Centro-Oeste, onde o mix sucroalcooleiro é mais voltado para a produção do biocombustível e alguns produtores nem fabricam o adoçante. Lá, muitas usinas entraram na crise já em recuperação judicial, com endividamentos anteriores, e a distância dos portos não torna viável uma migração expressiva do mix para mais açucareiro, segundo Rocha.

Para o presidente da entidade, a maior preocupação é a coincidência da crise com o início da safra 2020/21 de cana-de-açúcar. O período costuma ser de acerto dos gastos com o plantio e preparações para a safra, já que as vendas na entressafra são mais fracas. “Vendíamos cerca de 2 bilhões de litros de etanol por mês, mas agora não vamos conseguir vender nem 1 bilhão. Por outro lado, a cana está pronta e, depois de colhida, temos apenas 48h para processar”, afirmou ao Broadcast Agro. Fonte: Broadcast Agro – 29/03

BP Bunge Bioenergia associada ao Sifaeg, adotou medidas de enfrentamento ao coronavírus.

Com operações industrias e agrícolas distribuídas em 5 estados, SP, MG, GO, MS e TO, a BP Bunge Bioenergia associada ao Sifaeg, adotou um conjunto de medidas de enfrentamento ao coronavírus, reafirmando seu compromisso com a segurança e saúde dos profissionais e suas famílias e população.

A rotina dos trabalhadores foi reorganizada com novos procedimentos. Foram canceladas viagens aéreas e terrestres, reuniões, treinamentos presenciais, eventos e visitas. Os colaboradores adotaram um novo hábito – a distância social – que indica manter 2 metros de distância uma pessoa da outra, além de serem orientados a evitarem a aglomeração de pessoas, com espaçamento em refeitórios, ônibus e áreas de descanso.

A empresa adotou protocolos ainda mais rígidos de higienização em suas dependências, frotas de operação e transporte, além de equipamentos com água sanitária e álcool 70, antisséptico, para desinfecção de superfícies, produzido internamente e distribuiu álcool gel em diversos pontos dos locais.

A empresa disponibilizou para os colaboradores contato direto com a equipe médica para esclarecimento de dúvidas ou notificação de sintomas gripais leves e também vem realizando uma intensa campanha de conscientização e orientações para prevenção e vigilância do coronavírus.

A BP Bunge Bioenergia também destinou parte da produção e mobilizou as equipes para realizar o processo de diluição de álcool líquido a 70%, que gera produto antisséptico, próprio para desinfecção e higienização de superfícies, para realizar doações ao Sistema Único de Saúde, conforme elegibilidade determinada pela Anvisa.

 

Comunicado sobre doação de álcool 70%.

 

 

O SIFAEG informa que a doação de álcool 70% feita por suas empresas associadas está sendo encaminhada para o governo de Goiás e para as prefeituras onde estão instaladas as usinas. A distribuição não é feita pelo Sindicato. Estado e prefeituras é que estão repassando o produto para hospitais, asilos e presídios.

 

Sifaeg na luta contra o coronavírus

O Sindicato da Indústria e Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) está a frente de uma grande esforço para ajudar o Governo do Estado de Goiás a mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Neste sentido firmou uma parceria com o governo para que empresas associadas ao Sindicato possam atender a um apelo pessoal do governador Ronaldo Caiado (DEM), para disponibilizar a produção do álcool líquido 70%. O governo precisa higienizar hospitais públicos, asilos, presídios, unidades socioeducativas e tem uma demanda estimada em cerca de 100 mil litros.

As usinas já estão fazendo essa distribuição do álcool líquido 70% para as prefeituras dos municípios onde elas estão instaladas. Na entressafra existe a dificuldade de matéria prima para o produto. Mesmo assim as unidades estão transformando o etanol hidratado e o anidro que ainda possuem em estoque para atender o governo estadual e prefeituras neste momento grave para toda sociedade.

Doação de álcool em Indiara/GO

A Denusa Destilaria Nova União S/A, vem atuando fortemente em parceria com o Governo do Estado de Goias e Municipal, doando álcool 70°, para que de forma preventiva, os órgãos possam melhorar ainda mais a higiene dos ambientes hospitalares. Veja a entrega de álcool 70° no Hospital Municipal de Indiara.

Cana transgênica

O Brasil já tem aprovadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), duas variedades genéticamente modificadas, ambas desenvolvidas pela Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) que são resistentes à broca, a Diatraea saccharalis. Segundo especialistas, as perdas causadas por essa praga podem chegar a R$ 5 bilhões por ano, devido a perdas de produtividade agrícola e industrial, qualidade do açúcar e custos com inseticidas.
Tanto a CTC9001BT como a CTC20BT são resistentes à broca, mas têm características distintas. A CTC20BT é principalmente plantada em ambientes favoráveis, com solos bons e com maior incidência de chuva, enquanto a CTC9001BT é indicada para ambientes com solos mais restritivos. Além disso, a CTC20BT é normalmente colhida no meio da safra, enquanto a colheita da CTC9001BT normalmente se realiza no início da safra.
As duas variedades de cana GM disponíveis no momento estão em fase de multiplicação em mais 100 usinas e fornecedores do Centro-Sul do Brasil. No futuro poderão produzir os mesmos produtos que as variedades de cana convencionais.
Mas, o CTC não para com as pesquisas e o desenvolvimento de novas variedades geneticamente modificadas. Atualmente o Centro está trabalhando na expansão de seu portfólio de variedades resistentes à broca, é uma segunda geração de variedades. “Ao mesmo tempo já começamos os trabalhos para criar variedades resistentes não apenas à broca, mas também tolerantes a herbicidas, como o glifosato e ao bicudo (Sphenophorus levis)”, explica Viler Janeiro, diretor de Assuntos Corporativos do CTC.
Em resumo, a primeira geração da cana geneticamente modificada foi adicionada a característica de resistência a broca nas variedades de cana convencionais. Essas já estão no mercado. Já a segunda geração, além da resistência a broca, a cana será também tolerante a herbicida. Serão entre oito a dez variedades. E na terceira geração, o CTC adicionou a característica de resistência ao Sphenophorus, isso é, o bicudo, gera um prejuízo de até 30 toneladas de cana por hectare e é segunda maior praga que atinge os canaviais.
O bicudo provoca R$ 4 bilhões de prejuízo por safra e, muitas usinas têm mais receio dele do que da broca. Essa praga causa danos sérios à lavoura e é de difícil controle e tem ritmo acelerado de dispersão pelos canaviais.
“Por enquanto, o que podemos dizer é que os estudos estão bem avançados”, pontua Janeiro. Ele complementa que as variedades de segunda geração devem ser submetidas para aprovação comercial da CTNBio nos próximos anos.

Mercado
Não apenas de aprovações em solo nacional as novas variedades necessitam. Atualmente o Brasil exporta açúcar para cerca de 150 países. Com isso, os órgãos internacionais precisam aceitar, por exemplo, o açúcar fabricado a partir da cana geneticamente modificada.
Em agosto de 2018, a FDA (Food and Drug Administration), agência americana de fiscalização e regulamentação de alimentos e remédios, findou que o açúcar produzido a partir da cana brasileira geneticamente modificada é seguro para o consumo, assim como o obtido a partir de variedades convencionais. A Health Canada também aprovou o uso do açúcar oriundo da cana transgênica desenvolvida pelo CTC.
O CTC não é o único desenvolvedor de cana-de-açúcar geneticamente modificada. A Embrapa Agroenergia também realiza estudos. Atualmente entidade desenvolve uma variedade tolerante ao déficit hídrico; outra de tolerância da cana ao alumínio; uma terceira com modificação da parede celular para etanol 2G e uma variedade de controle biológico da broca-da-cana. Mas para agilizar e fugir da burocracia, a entidade desenvolve pesquisas de edição gênica, no qual as novas variedades ganham características, mas não são consideradas transgênicas.

 

 

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) entra em vigor no próximo dia 24

Com a entrada em vigor do RenovaBio dia 24/11/2019, a expectativa é que o Programa venha a demandar nos próximos 10 anos um aumento de quase 100% na produção de etanol no Brasil. O RenovaBio tem como objetivo reduzir as emissões de carbono da matriz de transportes por meio do aumento da participação de biocombustíveis.

 

Usina goiana recebe certificação internacional

A Cooper-Rubi recebeu a certificação internacional Bonsucro. A auditoria foi realizada entre os dias 19 e 22 de agosto e avaliou de forma geral seis princípios: atendimento às leis, respeito aos direitos humanos, eficiência energética, ecossistema, melhoria contínua e aos requisitos de atuação da União Europeia.

Durante um ano, a empresa se preparou para a auditoria, visando a melhoria em suas práticas e desempenho de toda sua performance. Foram avaliadas as áreas agrícolas e industriais. Os principais indicadores de produção são: o consumo de energia e água e a emissão de gases de efeito estufa.  Já o cumprimento dos direitos trabalhistas, segurança, saúde, alimentação e transporte foram os critérios humanos avaliados.

Atuar com responsabilidade é a prioridade da empresa que celebra essa nova conquista. Para a responsável pela gestão de certificação da Cooper-Rubi, Edna Almada, “a sustentabilidade está incluída em todos os processos de produção. Com isso, garantimos a melhoria constante da empresa nos fatores sociais, econômicos e ambientais”.

Certificação

A Bonsucro é uma associação de produtores de cana-de-açúcar e processadores secundários, preocupados com a sustentabilidade. A organização internacional atua para assegurar um futuro social e ambientalmente correto.

A avaliação é um desdobramento da certificação Better Sugarcane Initiative, um grupo que se preocupa com os impactos socioambientais da produção da cana-de-açúcar. O principal objetivo é garantir que os processos sejam sustentáveis e com responsabilidade social.

O certificado é uma ferramenta importante que visa medir a transformação social, econômica e ambiental promovida por indústrias sucroenergéticas, ele é composto por indicadores que atendem seis cumprimentos: legislação local, biodiversidade e impacto ao ecossistema, direitos humanos, produção, melhoria contínua dos processos e atendimento aos requisitos da união europeia.

Safra: Alta na produção de etanol e queda expressiva na fabricação de açúcar

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas e destilarias do Centro-Sul totalizou 40,90 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de julho de 2019. Esse resultado é 9,53% inferior aquele observado na mesma quinzena da safra 2018/2019, quando foram moídas 45,21 milhões de toneladas. “As condições climáticas observadas nessa primeira quinzena dificultaram a operacionalização da colheita em muitas regiões, prejudicando o processamento”, explica Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA.