Notícias

Mantenha-se atualizado

Fogo, o inimigo a ser combativo

As usinas desenvolvem ações de conscientização com os colaboradores e com a região em que estão inseridas na busca de prevenir incêndios. O tempo seco do inverno, a escassez de chuvas e os fortes ventos propiciam o aumento de casos.

Em Goiás, o Corpo de Bombeiros atendeu no mês de julho deste ano 1.180 ocorrências de incêndio florestal, apenas em canavial foram três. Em janeiro, por exemplo, quando o clima é úmido, foram 54.

A Raízen, com 20 unidades com atividades agrícolas em todo o país, investe aproximadamente R$ 30 milhões por ano em ações preventivas com campanhas de conscientização para o público interno e a externo e no combate aos focos. Segundo Rodrigo Morales, gerente corporativo de operações da Raízen, o foco da empresa é trabalhar com prevenção.

“Cerca de 30% dessa nossa verba é utilizada entre julho e agosto, considerados os meses mais críticos em Goiás e no interior de São Paulo”, explica.

Devido às ações de prevenção, entre abril, maio e junho de 2020, a multinacional já preservou 30 mil toneladas que foram queimadas indevidamente em comparação a 2019. Hoje a produção da Raízen chega a 63 milhões de toneladas de cana.

Inicialmente, a multinacional desenvolvia ações apenas com os colaboradores, por acreditar que eles são agentes de conscientização da comunidade. “Sempre no início das atividades no campo desenvolvemos o Diálogo Diário de Segurança (DDS), que entre os meses de maio a agosto, focamos nessa temática”, explica.

As ações com a comunidade são mais recentes. A Raízen faz atividades em centros comunitários e escolas, com o desenvolvimento de cartilhas para as crianças brincarem e assim, aprenderem sobre a importância da
prevenção aos incêndios.

Já no campo são realizadas mais ações preventivas. Entre elas estão os aceiros, que em caso de focos, evitam a propagação do fogo. Também são feitos após o início das colheitas, o enleiramento com palha. A operação amontoa a palha, deixando espaços de terra entre os montes, permitindo que equipes ganhem tempo.

Além disso, as equipes de combate às chamas ficam posicionadas em locais estratégicos, isso é, em pontos que há um histórico com problemas com incêndios. “Selecionamos locais próximos às rodovias, onde as pessoas descartam lixos. Também nas proximidades de residências, alguns moradores colocam fogo em insetos e no lixo caseiro”. Em Goiás, na cidade de Jataí, a empresa faz testes para o uso de aeronaves no combate aos focos.

A Raízen também investe em câmeras em pontos escolhidos e, em algumas regiões há equipes de ronda nos canaviais. Cada unidade da Raízen tem uma profissionais dedicados ao trabalho de conscientização e de combate. Temos 1100 brigadistas capacitados e 80 caminhões pipas dedicados distribuídas nas unidades em todo o país. Toda a unidade tem um Plano de Auxílio Mútuo Interno que permite proximidade com empresas da região e o Corpo de Bombeiros, em apoio recíproco em caso de necessidade.

Caso de sucesso

A Cooper-Rubi, usina localizada em Goiás, também desenvolve ações preventivas. A unidade registrou queda nas ocorrências de incêndio nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao ano passado. Em 2019, a usina atendeu 37 focos, já neste ano, foram apenas três, o que representa uma redução de mais de 91%. Apenas no mês de maio do ano passado foram 18 casos.

Essa boa notícia se deve a ampliação das medidas preventivas desenvolvidas pelo Departamento de Meio Ambiente da unidade. A usina, que antes contava com dois vigilantes de campo, acrescentou mais um na equipe. Agora, são três profissionais que fazem rondas diariamente e também orientam a vizinhança das lavouras.

Ainda para somar há três fiscais de campo que dão todo o suporte necessário às equipes de incêndios, investigando as causas de cada um. Além disso, em caso de fogo acidental ou criminoso, um coordenador operacional – que supervisiona os trabalhos das equipes de combate a incêndios – repassa para  o departamento agrícola as informações referentes às áreas atingidas para que seja feito o boletim de ocorrência. Outa importante ação para todo esse trabalho foi a aquisição de três novos caminhões pipa. Agora, a Cooper-Rubi conta com 15 veículos.

Para conscientizar a população sobre a necessidade de prevenção de incêndios clandestinos ou acidentais que trazem sempre muitos prejuízos e destroem os canaviais, afetando gravemente a fauna e flora da região e prejudicando a qualidade do ar para toda a comunidade, foram instaladas nas áreas rurais, em locais com maior incidência do
problema, placas de alerta contra o uso do fogo.

A usina também realiza campanhas educativas e de conscientização em emissoras de rádio e em suas redes sociais. Esse material foi a plotado nos ônibus que transportam os colaboradores da usina, aumentando a visibilidade da ação.

A tecnologia é uma forte aliada neste trabalho. A empresa utiliza drones para o monitoramento das lavouras com o trabalho de duas equipes de combate a incêndio que ficam à disposição 24 horas.

É importante ressaltar que há diferenças entre queimadas e incêndios. As queimadas são ações controladas em período de safra, sempre com autorização e licença dos órgãos públicos ambientais. Para a realização da ação é necessário que ela aconteça no período da noite e seguindo várias técnicas. As queimadas são processos feitos mediante rigoroso controle e devidamente autorizados pelos órgãos públicos ambientais e mediante o cumprimento de certos requisitos legais. Já os  incêndios são aqueles feitos de forma criminosa ou acidental, que geralmente são descontrolados.

_Canal-Jornal da Bioenergia_

Destaques